O REI E EU
É sempre assim, misturado com as compras e presentes de fim de ano, entre farofa e pernil, lá está o nosso bom menino Roberto Carlos em seu tradicional especial de fim de ano na Rede Globo.
São trinta anos, repetindo uma velha fórmula que não se desgasta, simplesmente porque o Rei não perde a majestade, pelo contrário a cada ano conquista mais súditos para o seu reinado. E eu que nos anos 70 e 80 recusava o produto musical oferecido pelo novo romântico e rejeitava a proximidade entre Caetano, eterno baiano e o líder da antiga Jovem Guarda me penitencio e reconheço já no Século XXI , o talento e a capacidade de Roberto em manter a fidelidade de seu público.
A vida e obra de Roberto agora se confundem, a perda e a dor refletida em suas últimas canções parecem criar uma sinergia entre o cantor e a platéia, uma solidariedade expressado no acompanhamento de sua carreira por milhões de fãs.
Não me tornei um grande admirador de sua obra, algumas de suas canções apreciadas sem um pré-conceito demolidor são realmente belas, outras se perdem na repetição das idéias, mas o fato é que Roberto está definitivamente incorporado no imaginário coletivo do povo brasileiro, e é por esta razão que merece todo o respeito de quem humildemente cede aos encantos do rei. gggg
Escrito por Márcio Kerbel às 14h17
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