Não Somos Inteiramente Humanos, Sugere Genética de Germes
-Somos de certa forma como um amálgama, uma mistura de bactérias e células humanas. Algumas estimativas dizem que 90 por cento das células no nosso corpo na verdade são bactérias - disse Steven Gill, ex-pesquisador do TIGR e agora cientista da Universidade do Estado de Nova York, por telefone.
O artigo que fala da importância das bactérias para funções como digestão e sistema imunológico e que avalia sobre a possibilidade de sermos considerados seres simbióticos ou seja, que tem uma relação de dependência mútua com outra espécie, foi publicado nesta sexta-feira na revista science.
É sempre assim, quando você acha que já viu e ouviu de tudo, surge uma nova afirmação para revirar o seu mundo de cabeça para baixo, de uma hora para outra sabemos de concepções bem diferentes daquelas que nos acostumamos a pensar.
Não ser inteiramente humano é o tipo da coisa que não estava prevista no roteiro da realidade aceitável, aquela que nos enquadra nas rotinas e ordens pré-estabelecidas de todos os dias.
Com os dados disponíveis somos educados a pensar o mundo de uma certa forma, um jeito particular de nos entendermos no mundo, temos a capacidade de raciocinar, exaltamos o corpo como modelo de beleza e obra de arte.
E em um determinado dia recebemos a informação de que somos constituídos de micróbios, microorganismos que convivem harmonicamente e somados resultam nisso que ainda denominamos seres humanos.
Definitivamente, vamos rever nossos conceitos. gggg
Escrito por Márcio Kerbel às 12h00
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